Minha retrospectiva: um ano tão incrível quanto difícil
- Luanna Pontes

- 17 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Chegamos na época do ano em que euforia e melancolia se misturam, quase todo dia é festa, tudo que é possível adiar para o próximo ano é adiado, todo mundo fica parecendo aqueles brinquedos que precisa dar corda pra funcionar um pouco mais. Também é nessa época que parte das pessoas começam a listar suas conquistas e a outra parte a se angustiar pelo que aconteceu ou não aconteceu e pelas incertezas do porvir.
Esses dias parei para refletir um pouco sobre o meu ano e desde então estou mais emotiva, porque foi um ano tão incrível quanto difícil, eu experimentei aquela coisa de que a vida é uma mistura de alegrias e tristezas e vi que essas coisas acontecem tudo ao mesmo tempo.
Lá vem retrospectiva: Em janeiro tudo era expectativa de uma página em branco esperando para ser escrita, sol, alegria e esperança. Em fevereiro recebi a oportunidade de me desenvolver profissionalmente em outro cargo, no final de fevereiro perdi uma prima que tinha acabado de completar 18 anos. Em março em meio ao luto a vida continuou acontecendo, apresentei o meu TCC da pós graduação e fui aprovada com nota máxima e com louvor pela banca, fiz uma prova de concurso e fui classificada com nome no DIO do município e tudo, mas estou no cadastro de reservas. Em abril a minha irmã se casou com um cara muito legal. Em maio minha prima trouxe ao mundo duas preciosidades tão amadas e aguardadas, após o nascimento elas ficaram por 45 dias na UTIN. Uma semana depois, no início de junho eu viajei pela primeira vez de avião e um projeto da minha equipe recebeu dois troféus em uma premiação nacional, uma semana depois meu cunhado internou (pouco mais de um mês após o casamento). O restante de junho, julho, agosto, setembro e outubro foram meses de angústia, medo, fé, desesperança, esperança, fragilidade e força. Em uma terça feira de agosto fomos chamados no hospital para a “despedida”, porque não era possível ser feito mais nada por ele, enquanto estávamos lá a equipe médica decidiu que ia tentar mais uma coisa, depois disso foi angústia atrás de angústia. Mas nós vivemos um milagre e em outubro meu cunhado recebeu alta hospitalar. Em novembro meu primo casou com uma princesa, também foi mês de ver meu time do coração sendo campeão da libertadores mais uma vez. E agora estamos aqui em dezembro...

Mas quer saber uma coisa? Em meio a tudo isso, eu ainda vivi TANTA COISA, aprendi tanta coisa, estudei, trabalhei, conheci pessoas legais, fiz conexões maravilhosas, vi orações minhas sendo respondidas.
Ainda tenho uma lista de sonhos, metas e objetivos que não se realizaram e que serão transferidos para o próximo ano, tenho uma lista de aprendizados e uma mistura de sentimentos. Por hoje eu sou grata pela vida e pelas pessoas que tenho, clichê eu sei, mas o que eu poderia dizer? sou grata pelos milagres, grata pela bondade e pelo cuidado de Deus.
Verdadeiramente o ser humano é como uma onda que vem e logo se vai, como uma neblina que logo passa, tão frágil e efêmero. Que sejamos mais corajosos, mais presentes, mais dispostos, mais gentis e mais verdadeiros. Que apesar das incertezas, nos lembremos de que para quem está entre os vivos há esperança e que a vida acontece aqui e agora.
Abraço quentinho.




Lindo texto. Muito bom poder aprender com suas reflexões e com seu olhar tão sensível sobre a vida. Obrigada por ser minha amiga ❤️