TCC: Drama ou terror?
- por Luanna Pontes
- 12 de dez. de 2017
- 3 min de leitura
Quando se é adolescente uma das perguntas que mais se escuta é: e os namoradinhos? Quando se é jovem a pergunta não some, mas vem outras como: e a faculdade? está gostando? e o TCC? e o emprego? e por aí vai. Porém, junto com as perguntas vem a ansiedade e a preocupação de que tudo isso deve estar alinhado e que o tempo está passando. Mas hoje vim aqui te dizer que você não precisa viver sua vida no tempo das pessoas, a vida é sua e você tem o seu próprio tempo, as coisas que fazem umas pessoas felizes podem não ser as mesmas coisas que te fazem feliz.
Tenho alguns amigos que poderiam formar junto comigo, mas decidiram por adiar o TCC, alguns não queriam adiar, mas precisaram, porque nem sempre as coisas acontecem como a gente espera. E sabe de uma coisa? isso não faz eles menos esforçados ou merecedores, é que existe um tempo para cada coisa e para cada pessoa, coisas muito melhores podem surgir de algo que aparentemente não teria jeito.

E o meu TCC é a prova disso, quem me acompanha de perto sabe e viu como foi difícil, meu projeto não estava fluindo (por questões burocráticas), então fui conversar com meu orientador e ele sugeriu que trocasse o tema. Enquanto meu orientador fazia uma ligação, perguntei: Jesus você está aqui? e Ele me disse: Estou, e naquele momento tive certeza de que era pra eu mudar meu tema, comecei escrever tudo do zero, estava ficando empolgada e então descobri que não teria material suficiente para a nova pesquisa, fiquei frustrada novamente, mas sabe quando Jesus disse que estava comigo? então, Ele realmente estava, Ele usou pessoas para contribuir com que a pesquisa desse certo, mesmo que essas pessoas não saibam ou não acreditem nisso. A pesquisa deu certo, consegui escrever a tempo, fui aprovada no apoio metodológico e vou apresentar ainda essa semana.
Cara, sofri muito nesse período, vi meus amigos sofrerem também e dizia vai dar tudo certo, quando nem sabia se o meu daria certo. E estamos aqui, alguns já apresentaram e foram aprovados (Parabéns pessoal!), durante a semana outros apresentarão, assim como eu. A ansiedade e o medo são inevitáveis, mas quero dizer para nós: Vai dar tudo certo, até aqui choramos, quase não dormimos, deixamos de fazer muitas coisas, deixamos de ver muitas pessoas, mas está acabando. E que graça teria uma vitória sem luta? tudo bem que poderia ser menor se o sistema e as institucionalidades fossem melhores, mas já chegamos até aqui, onde pensamos várias vezes que não chegaríamos. Estou torcendo por vocês, vai dar tudo certo!
Aos que estão de fora, muitas vezes vocês não compreendem quando dizemos não ter tempo ou quando nos mostramos desesperados, mas a questão é que não é só o TCC, tem outros mil e um deveres da faculdade, tem a nossa vida particular que por vezes também bambeia. Passei por algumas coisas na minha vida esse ano que não tive tempo nem para sofrer a dor que sentia, porque tinha que estar focada no TCC e por vezes não conseguia focar, porque não sentia força o suficiente. Quando não aguentava, eu chorava e não resolvia, mas aliviava. Se alguém checar meu email vai ver que a cada dia mandava a atualização do meu TCC pra mim mesma com uma mensagem do tipo "Vai da tudo certo", "você consegue" e por aí vai. Se você tem uma pessoa próxima passando pela fase do TCC, seja aquele que apoia, que incentiva, que se coloca a disposição de ajudar com o que puder, seja mais do que uma pessoa qualquer.
Sou grata à minha mãe que levou várias vezes lanche no quarto, porque eu estava muitas horas escrevendo, ao meu pai que passava na porta perguntando: bebeu água hoje?, às minha irmãs que me marcam em mil memes por dia e fizeram as coisas serem mais divertidas do que parecia ser, aos meus amigos Natalia, Kaio, Arthur, Gaby e Camila que colocaram a mão na massa junto comigo (vou lembrar pra sempre). E à todos os amigos que mandavam mensagens dia após dia me dando forças e tornando meu dia melhor. Obrigada! Amo vocês!
Nessa etapa cada um se apega ao que acha melhor, eu decidi me apegar na fé, foi ela que não me deixou afundar, que me fez acreditar que seria possível. Jesus estava no barco e a tempestade veio mesmo assim, mas Ele estava lá para acalmá-la, assim foi com os discípulos, assim foi comigo.
Desculpa o texto longo, é que um ano em apenas um texto é difícil.
Abraço quentinho.




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